terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Le Bon Marché fecha compra de artesanato mineiro


Depois da Espanha e dos Estados Unidos chegou a vez da França homenagear o Brasil em um evento voltado para a cultura verde-amarela. No dia 04 de dezembro, a loja de departamento de luxo, Le Bon Marché apresentou para a imprensa francesa o material de divulgação desta homenagem e o artesanato brasileiro não poderia ficar de fora.

Em negociação com a loja, o Instituto Centro Cape e a Central Mãos de Minas fecharam o envio de quase 1,5 mil peças artesanais de produtores mineiros. De acordo com a coordenadora do setor de exportação, Malu Drumond, os franceses se interessaram peças em pedra-sabão, da porcelana feita na cidade de Monte Sião e por jogos americanos feitos com fuxico. “Essa venda irá render cerca de R$ 31 mil aos nossos artesãos”, explica Malú.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pouso e Prosa duplica número de cidades com artesãos cadastrados em dois meses



O projeto Pouso & Prosa – Roteiro de Artesanato, realizado pela Central Mãos de Minas e Instituto Centro Cape, conseguiu duplicar o número de cidades registradas com artesãos em apenas dois meses. 

O projeto, que é um portal de turismo e artesanato na internet, conseguiu passar de pouco mais de 50 cidades para 110 durante este período. De acordo com o gerente do projeto Diego Nunes, esse crescimento é fruto de um trabalho contínuo feito por ele e por sua equipe. “Estamos com uma nova equipe empenhada em fazer do Pouso & Prosa o maior portal de turismo artesanal da internet e por isso trabalhamos através de pesquisas, contatos telefônicos e parcerias para captar o maior número de artesãos”, explica. 

Para participar do projeto o artesão não tem nenhum custo e garante visibilidade para o seu produto e para a sua cidade, já que além das informações pessoais como contatos e fotos dos produtos o portal mostra o histórico da cidade e informações turísticas gerais. 

O interessado em ter seus produtos no portal pode acessar o endereço eletrônico www.pousoeprosa.com.br e preencher a ficha de cadastro disponível no site ou comparecer à rua Grão Mogol, 662, Sion. Outras informações pelo telefone (31) 3282-8121.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pagamentos aos associados



Assim como nos anos anteriores, os pagamentos ficam suspensos na semana da Feira Nacional de Artesanato, entre os dias 3 e 10 de dezembro, em virtude de todos os funcionários estarem envolvidos no evento. As atividades retornam ao normal a partir do dia 12 de dezembro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Emissão de Nota Fiscal para Feiras


Aos associados da Mãos de Minas


Para emissão de nota fiscal para feiras é preciso ficar atento a alguns detalhes. Abaixo estão informações importantes para que você consiga esta emissão. 

Requerimento preenchido ( Você consegue este documento no balcão de atendimento ou pode solicitar por e-mail. coordenabalcao@maosdeminas.org.br
Cheque calção no valor R$ 200 (duzentos reais)
Pagamento de 1,5% sobre o valor da nota e no retorno da feira, mais 1,5% sobre as vendas realizadas no evento, no bloco de série D.
O associado deve ter um carimbo com o seu nome e com o número de inscrição na Mãos de Minas.
Para a emissão da nota fiscal é necessária a presença do associado que deverá assinar os termos de responsabilidade. 

Associados do interior também podem solicitar o serviço. Entrem em contato por e-mail coordenabalcao@maosdeminas.org.br ou ligue para (31) 3282-8272.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pequenas empresas buscam ajuda para aprender a exportar



Confira notícia publicada, hoje, no jornal Estado de Minas. Entre os temas abordados está o crescimento do artesanato brasileiro no exterior. Leia!


Instituições ampliam programas que preparam empresas para novos mercados. Expectativa é de que o fim da crise, em alguns anos, aponte cenário favorável para quem estiver pronto

Marta Vieira
Publicação: 19/11/2012 07:24 Atualização: 19/11/2012 07:26

Nem o câmbio, nem o custo Brasil. Além dos efeitos da crise mundial, boa parte das 585 empresas brasileiras que deixaram de exportar entre janeiro e setembro, conforme levantamento da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), foi vítima da falta de preparo e de estrutura para enfrentar a disputa no mercado internacional. Experiências frustradas ou mesmo a dificuldade de cruzar a fronteira brasileira e manter negócios num mercado implacável nas exigências de qualidade e prazos de entrega derrubam, inclusive, o valor de um produto com potencial. Na tentativa de driblar a estatística perversa e que tem persistido desde 2008, instituições como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Centro Cape, braço do Mãos de Minas, maior central de cooperativas de artesãos de Minas Gerais, ampliam programas de qualificação de micro e pequenas empresas.

A própria AEB discute com parceiros do setor industrial propostas para apoiar esse segmento mais frágil da economia exportadora. Desde 2009, quando criou, com esse objetivo, o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a Apex-Brasil atendeu 10.500 candidatas a exportadoras de pequeno a médio porte, oferecendo consultoria gratuita de gestão, controles financeiros, processos eficientes de produção e formação de gente qualificada. A instituição tem 32 núcleos operacionais em 12 estados e no Distrito Federal e escolheu Minas Gerais para fortalecer a iniciativa.

Outros três núcleos do Peiex serão abertos entre março e abril de 2013 em Minas, contemplando empresas de Muriaé, na Zona da Mata mineira, São João del-Rei, na Região Central do estado, e Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha. Eles vão se juntar aos seis pontos de atendimento em terras mineiras, onde foram beneficiadas 1.900 empresas, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Estudo feito pelo IEL identificou demanda para a formação de 15 núcleos do programa.

Minas tem sido o estado mais beneficiado com a política da Apex-Brasil, segundo o coordenador do Peiex, Tiago Terra. Os recursos destinados ao programa vão chegar a R$ 6 milhões até o fim do ano que vem, com a meta de atendimento de 2.800 empresas, em razão da extensão territorial e da vocação mineira para as exportações. Os planos serão conduzidos a despeito dos efeitos da crise na Europa e nos Estados Unidos, que também explicam a saída de empresas brasileiras do comércio internacional. A estimativa da Apex-Brasil é de que são necessários, pelo menos, dois a três anos de preparação nas pequenas empresas dispostas a exportar.

“Quando a crise terminar, temos de estar prontos para participar do mercado internacional. Não há milagre nisso, e sim um trabalho intenso e que envolve ações de médio e longo prazo”, afirma Tiago Terra. Com os novos rumos da política cambial no Brasil, que aproximou o dólar do patamar considerado ideal pela AEB (R$ 2,30), ficaram evidentes mais obstáculos para as pequenas e médias empresas, que agora ganham importância, de acordo com o presidente da instituição, José Augusto de Castro. “Queremos criar um guarda-chuva em apoio às pequenas e médias empresas, para que elas se sintam encorajadas a correr os riscos do mercado internacional”, diz. Entre esses fatores, além da gestão profissional, ele destaca as necessidade de redução dos custos da produção e da tributação no Brasil, e a proposta de criação de uma espécie de seguro para os pequenos exportadores.

NOVA CULTURA Em Minas, o IEL/Fiemg se surpreendeu com o interesse demonstrado pelas pequenas empresas que estão sendo assistidas para ter condições de exportar. A coordenadora local do Peiex, Patrícia Ribeiro, diz que 700 organizações de um universo que vai alcançar 1 mil empreendimentos até 2013 estão sendo atendidas no segundo ciclo do programa em andamento, num ambiente de maior maturidade e confiança. “O simples fato de as empresas participarem mais de feiras internacionais e missões ao exterior revela esse avanço”, afirma.

Fundada 21 anos atrás, a Rarus Móveis é uma das empresas que se reestruturaram com a firme decisão de implantar uma nova cultura interna, conta o diretor responsável pela gestão da empresa de Belo Horizonte, Elton Alves de Oliveira. A fábrica adotou uma filosofia profissional de trabalho, implantou sistemas de gestão de processos, setorizou a produção e otimizou os processos, com a ajuda de ferramentas de controle. “A mudança e a nova cultura atingiram todas as áreas, com a mentalidade da busca de mellhorias contínuas”, afirma.

Antes mesmo de chegar ao ponto de realizar o sonho de exportar –algo ainda na fase de planos, define Elton Oliveira –, a fábrica, que produz móveis por encomenda com o trabalho de 30 empregados em um galpão ainda alugado, aprendeu a importância da inovação e ganhou condições para competir melhor no seu quintal. Esse é um dos resultados da preparação para as exportações, lembra Tiago Terra, da Apex-Brasil. “O fato de a empresa estar se adequando para o mercado internacional a deixa mais competitiva no mercado interno”, afirma. Cerca de 10% das empresas que recebem a consultoria conseguem atuar no exterior. 

Artesanato vive bom momento

O aumento significativo das exportações de artesanato de Minas Gerais, conforme os registros do Instituto Centro Cape, reflete a profissionalização de artesãos e de oficinas. As vendas externas da arte popular feita no estado evoluíram de modestos US$ 10 mil em 2002 para os US$ 4,971 milhões do ano passado e devem alcançar US$ 6 milhões no balanço deste ano. Desde 2007, 161 artesãos, oficinas ou ateliês foram certificados pelo selo Instituto de Qualidade Sustentável (IQS), criado na forma de atestado de qualidade de todo o processo de trabalho.

Controles e conceitos essenciais no mundo empresarial, como a formação de preços e uma linha organizada de produção, passaram a fazer parte de um dia a dia que os artesãos desconheciam e permitiu que eles dessem continuidade aos pedidos, condição essencial para os importadores, lembra Tânia Machado, presidente do Instituto Centro Cape e da Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa). “O artesão que exporta não só aprende a vender melhor o seu produto, mas compra de forma mais eficiente a sua matéria-prima e passa a ter cuidados em todo o processo de produção, da qualidade à embalagem”, afirma. Cerca de 300 artesãos filiados ao Mãos de Minas já se submeteram à consultoria e ao treinamento.

EM SÉRIE Em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o artesão Thiago Silva deu novo rumo à produção de carteiras, chaveiros, vasos decorativos e outras peças exclusivas feitas em tecido, juta e material reciclado, depois de adotar o sistema da fabricação seriada. “Hoje, eu sei o meu custo de produção detalhado e o tempo gasto em cada peça, o que me proporcionou um cronograma de produção”, afirma. Mais seguro, ele colheu no ano passado os primeiros frutos da exportação, ao ser selecionado pela rede espanhola El Corte Ingléz, que fez compras no Brasil.

Thiago Silva vendeu 4 mil peças para o magazine e agora negocia a venda de produtos para a gigante americana TJMaxx. Para reforçar o trabalho de apoio aos artesãos exportadores, a Abexa vai levar os autores às feiras internacionais – são nove eventos por ano – para que eles aprendam na prática como negociar, conheçam a produção dos concorrentes e saibam da importância de estar preparados para dar continuidade aos eventuais pedidos dos importadores. Cerca de 70% das exportações dos artesãos de Minas são destinadas aos Estados Unidos, seguidos da Itália, França, Espanha e Portugal. Neste ano, até o primeiro semestre, os presépios em palha lideraram o ranking dos trabalhos mais vendidos na Europa, com base em levantamento do Instituto Centro Cape. Peças em pedra-sabão, cabaça, papel machê e ferro completaram a relação dos itens mais valorizados no exterior. (MV)

Plantão de atendimento Mãos de Minas


Devido ao grande número de associados que procuram a Central Mãos de Minas para emissão de notas fiscais nesta época do ano a associação irá abrir em horário especial evitando assim, um tempo maior de espera para ser atendido.

Os atendimentos serão realizados nos dias 28,29 e 30 de novembro, das 8h às 17h30 e no sábado 01/12 das 8h às 13h. No sábado o atendimento será feito apenas aos associados que forem participar da Feira Nacional de Artesanato.

Empreendedores alcançam sucesso ao unirem ideias e inclusão social em MG



Empresário criou pimenta inédita e compartilhou lucro com produtores.
Projeto 'Beira de Estrada' garante renda extra aos trabalhadores rurais.

Fonte: G1



Nem todo empreendimento visa somente o lucro. Alguns empresários também aliam as boas ideias com a inclusão social e geram mais que dinheiro. Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, dois exemplos de emprendedorismo social que deram certo: uma nova pimenta que é cultivada com pequenos produtores e o artesanato que garante renda extra para quem trabalha no campo.

Pimenta "Uberabinha"

No estoque da fábrica há mais de cinco toneladas de pimenta, que revelam o sonho realizado pelo empresário Leonan Moreira. "Quando eu cheguei à faculdade eu disse para os meus colegas que ia plantar pimenta, que seria o rei da pimenta. E os colegas me ignoraram e hoje é uma realidade", contou Leonan.

Ele largou a carreira militar para correr atrás do objetivo e, em 2006, conseguiu a inovação que precisava para crescer no mercado: criou uma pimenta inédita com a polinização cruzada da malagueta e da bode roxa. A invenção foi batizada de "Uberabinha" e, ao longo do tempo, ganhou várias versões e hoje já são 12. "Com o estágio eu estou aprendendo bastante como realmente são as etapas de um produto novo, que não tem no mercado, que precisa ser feito tanto na área de processamento e marketing para atingir o consumidor final", disse o universitário Bruno Ramos França, que trabalha com Leonan.

Mas a maior aposta empreendedora está fora da fábrica. Leonan criou a espécie, mas resolveu compartilhar os lucros com a ideia. A plantação foi terceirizada para pequenos produtores rurais. Atualmente, 15 famílias colhem os benefícios da pimenta e semeiam um futuro com visão empreendedora. "Nada acontece por acaso, tudo tem uma orientação divina para que tudo aconteça. Então um dia eu encontrei com o Leonan e ele me falou dessa pimenta maravilhosa. Então surgiu o desejo de plantar e trabalhar com ele", contou o produtor rural Davi Elias Bernardo.

Davi é cego e, para sustentar a família, trabalhava como vendedor. Com filhos, mulher e sobrinho envolvidos na lavoura a renda familiar cresceu 80%. "Hoje, estamos aproximadamente com mil pés e eu quero atingir de 18 a 20 mil pés de pimenta", afirmou o empresário.


"Beira de Estrada"



O objetivo de transformar vidas também faz parte de um empreendimento às margens da BR-050, a 30 quilômetros de Uberaba. O projeto "Beira de Estrada" nasceu em 1999 para garantir uma renda extra aos trabalhadores rurais. Eles são capacitados para o artesanato, aprendem a aproveitar com muita criatividade tudo o que encontram na roça e criam mercadorias, com um jeitinho mineiro, que são vendidas no barracão do projeto.


São mais de 40 produtos diferentes que formam um modelo moderno de economia solidária. Uma empresa inteira sem patrão e a divisão do dinheiro é bem simples: ganha mais quem produz mais. "A importância da economia solidária é incluir muita gente que está na exclusão. Você tem uma forma de produzir e comercializar diferente do modelo que existe por aí", explicou a idealizadora do projeto, Maria Tereza Dorça de Oliveira.

Ao todo, são 420 famílias envolvidas, gente nascida e criada na fazenda como a artesã Daiane Cristina. As mãos que agem com habilidade na empresa de artesanato são as mesmas que mantêm as raízes no campo ajudando o marido na lida diária com o gado leiteiro. "O leite é uma rotina, todo dia a mesma coisa. Com o artesanto a gente aprende outras coisas diferentes e ganha um dinheirinho a mais", disse Daiane.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Crie o seu brinde corporativo com a Mãos de Minas




Presentear o cliente com o brinde corporativo no final do ano é uma forma de fidelizá-lo e de criar um vínculo de relacionamento com ele. E o artesanato é uma ótima forma de garantir brindes diferenciados e com maior valor agregado. 

Na Mãos de Minas o cliente tem a oportunidade de criar o seu próprio brinde de acordo com o seu perfil como explica a gerente da loja, Júlia Vieira, “Conseguimos atender a diversos tipos de empresas visto que os brindes podem ser criados de acordo com o preço que o cliente pode pagar ou com o tipo de produto que ele deseja presentear”, conta.

Quem se interessar em solicitar um orçamento de brindes para a Mãos de Minas pode entrar em contato através do telefone (31) 3282-8298 ou encaminhar um e-mail para vendas@maosdeminas.org.br.

Compra de ingresso para FNA já pode ser feita pela internet




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Embaixadora de Barbados visita Central Mãos de Minas





A embaixadora extraordinária e Plenipotenciária de Barbados no Brasil, Yvette Adele Goddard, visitou hoje as instalações do Instituto Centro Cape (ICCAPE) e da Central Mãos de Minas para implementar o trabalho artesanal em Barbados por meio de um projeto de fomento ao artesanato. No encontro com Tânia Machado, presidente de ICCAPE, as duas conversaram sobre a história das instituições e as realizações no artesanato brasileiro ao longo dos anos.

Durante a visita, a embaixadora conheceu algumas peças artesanais mineiras e se interessou especialmente pela Feira Nacional de Artesanato e pelo trabalho realizado por artesãos que utilizam a pedra-sabão como matéria-prima. Outro item destacado durante a conversa foi a possibilidade de repasse das técnicas utilizadas por artesãos e pela própria instituição. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Showroom TJX


Ontem e hoje, 31/10, a Mãos de Minas preparou um showroom para a rede varejista TJX. Compradores da empresa estão no Brasil para negociar peças artesanais feitas por profissionais de Minas Gerais. No evento, participaram 66 artesãos de várias cidades mineiras. 







Confira a galeria de fotos completa no www.facebook.com/maosdeminas 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Feira Nacional comercializará ingressos pelo site e através de aplicativos para IOS e Android



Imagens: google

Sempre buscando inovar, a 23ª Feira Nacional de Artesanato oferecerá opções para os visitantes comprarem ingressos tanto pelo site do evento quanto através de aplicativos disponibilizados para os sistemas IOS e Android. Segundo o diretor da Nurt Tecnologia, João Henrique Machado, trata-se de uma opção para que os consumidores possam evitar filas e assim garantir o ingresso com maior comodidade.

O ingresso custará R$ 7 e o visitante poderá adquirir com um cartão utilizando tanto a função débito quanto crédito. Nas duas modalidades o consumidor poderá efetuar a compra sem a necessidade de impressão do ingresso para ter acesso à feira. “A Feira Nacional de Artesanato será um dos primeiros eventos no Brasil a utilizar o Passbook do IOS 6”, disse Machado. O Passbook é um tipo de aplicativo para plataforma IOS 6 do Iphone, feito para gerenciar passagens, ingressos para eventos, cinema ou shows e cupons de desconto em apenas um local.

A previsão é que o sistema de compra on-line esteja implantado no site www.feiranacionaldeartesatato.com.br no início de novembro. Já os aplicativos estarão disponíveis nas respectivas stores a partir da segunda quinzena de novembro. “O aplicativo será de fácil utilização e contará com informações indicativas de como proceder para efetivar a compra sem maiores problemas”, explicou o também diretor da Nurt, Marcelo Pimenta.

Ainda de acordo com Pimenta, tanto no site quanto nos aplicativos, o visitante da feira poderá efetuar a compra com as principais bandeiras de cartão do país. O foco da Nurt é desenvolver soluções para dispositivos móveis. “Somos uma empresa mineira com dois anos no mercado e desenvolver um produto como este, para utilização no Estado, é de extrema importância”, salientou o diretor.

A Feira Nacional de Artesanato é o maior evento deste segmento realizado na América Latina. A Feira será realizada em Belo Horizonte, no Expominas, entre os dias 4 e 9 de dezembro, e reunirá cerca de 7 mil artesãos de todo o Brasil, além de expositores de outros 12 países. Na última edição, foram gerados negócios de R$ 85 milhões e o evento recebeu visitação superior a 180 mil pessoas durante os seis dias de feira.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Participe das promoções no Facebook da 23ª FNA e ganhe prêmios





Visitar junto com um acompanhante a 23ª Feira Nacional de Artesanato e ainda levar para casa um presente artesanal feito por um dos expositores do evento é a proposta das várias promoções que serão realizadas no Facebook do evento. 

Até o princípio de dezembro vários convites e peças artesanais serão sorteadas na página da feira no Facebook. Para participar é muito simples. Basta curtir a fanpage e compartilhar a mensagem da promoção, em formato púbico. 

A 23ª Feira Nacional de Artesanato acontece entre os dias 4 e 9 de dezembro ( o dia 04 é aberto apenas para lojistas) no Expominas, em Belo Horizonte. 



terça-feira, 23 de outubro de 2012

FNA irá mostrar a evolução da indústria artesanal em Minas Gerais



Entre os dias 4 e 9 de dezembro (dia 4 aberto apenas para lojistas) os visitantes que forem à 23ª Feira Nacional de Artesanato terão mais um atrativo de encher os olhos. Com o tema Estrada Real e Suas Riquezas, a FNA criou uma cenografia que irá mostrar além da beleza e das histórias destas cidades, de que forma aconteceu a evolução dos trabalhos manuais até se transformarem em indústrias artesanais.


Grandes indústrias existentes no mercado atual começaram artesanalmente, no fundo de casa, feitas à mão e hoje, são referências em suas áreas como, as indústrias de queijo, cachaça, móveis, calçados e tantas outras.

Outro destaque na cenografia do evento é o transporte conforme explica a organizadora da FNA, Catharina Machado. “Minas Gerais só chegou aonde chegou hoje graças ao desenvolvimento das formas de transporte e escoamento de mercadorias. Neste espaço, situado na Alameda Central do evento, iremos contar a história do transporte desde os escravos até o avião”, explica. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Espaço Só Quero Ver Meu Morro Feliz traz a arte e cultura dos morros de Belo Horizonte à FNA




Arte, cultura, dança, música e trabalho vindos da comunidade. Criado no ano passado, o espaço Só Quero Ver Meu Morro Feliz, continua na 23ª Feira Nacional de Artesanato, que acontece entre os dias 4 e 9 de dezembro, em Belo Horizonte. 


Criado para mostrar que mais do que as manchetes de jornais dizem sobre os “morros” da capital mineira, os moradores destas comunidades tem uma cultura forte e trabalham pela busca dos seus sonhos. 

Assim como na última edição da feira, irão participar do evento as comunidades do Morro do Papagaio e do Aglomerado da Serra. Além do trabalho de geração de renda para os participantes, que poderão comercializar seus produtos e serviços, entre artesanato e serviços de salão de beleza, por exemplo.


Vilma Lima, artesã, participou do espaço vendendo colchas e flores de fuxico. Para ela, o momento foi muito interessante porque ela pode mostrar e vender as peças artesanais que tanto gosta. 

Apresentações de dança no espaço Só Quero Ver Meu Morro Feliz

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Faça um passeio virtual pela 23ª Feira Nacional de Artesanato



Quer passear pelo evento antes dele começar? Acesse o link do vídeo com a cenografia do evento e faça um passeio virtual pelos corredores do Expominas antes mesmo que ele esteja pronto.

Por meio deste passeio você poderá conhecer todo o projeto, os espaços e os assuntos que serão tratados durante o evento em primeira mão. Não fique de fora! A feira começa em dezembro, mas você já pode ter um gostinho do que vai ser. Você só corre o risco de não querer esperar o evento chegar!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Número de compradores internacionais aumenta este ano na 23ª Feira Nacional de Artesanato



Espaço Apex-Brasil


Este ano a Feira Nacional de Artesanato tem tudo para fazer mais sucesso do que nunca. Nesta edição, o Projeto Comprador, que é uma ação realizada dentro do convênio entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa), irá levar para o evento 25 visitantes de várias partes do mundo.

Já estão confirmados representantes do Canadá, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, Índia, Polônia, Peru e Inglaterra. Para a coordenadora do setor de exportação, Malu Drumond, o momento vai além das oportunidades de negócios. “A vinda destes compradores ao Brasil gera um aprendizado para todos nós envolvidos na exportação do artesanato, já que a presença deles nos mostra quais são os seus interesses de mercado e incentiva os artesãos a melhorarem seus produtos, por exemplo”, explica.

A exportação de artesanato no Brasil tem crescido a cada ano principalmente com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O Brasil está na moda e com isso o número de estrangeiros interessados em ter um “pedaço” do Brasil em suas casas é grande. Prova disso é a grande procura de lojas como a TJX, El Corte Inglés e Macy’s. A expectativa da organização do evento é que a vinda dos compradores aumente ainda mais o leque de grandes lojas que compram o artesanato brasileiro.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Últimos dias para adquirir estande na 23ª Feira Nacional de Artesanato







 
A última chance para quem quer ter suas peças expostas na 23ª Feira Nacional de Artesanato terminam no meio de outubro. Os poucos estandes restantes, menos de 10%, estão à venda até o dia 15/10.
 
Os preços variam de acordo com o tamanho do estande que vai de 9 a 24 metros quadrados, sendo o valor do metro quadrado R$ 385. O pagamento pode ser feito através de boleto bancário em duas vezes ou parcelado no cartão de crédito, de qualquer bandeira, em até 5 vezes.
 
Quem se interessar em participar da maior feira de artesanato do gênero na América Latina pode preencher o formulário disponível no menu Quero ser Expositor” ou entrar em contato através do número (31) 3282-8280. Saiba mais no site www.feiranacionaldeartesanato.com.br

Encontro é realizado para apresentação do desenvolvimento do programa de Fortalecimento da Comercialização Artesanal




Representantes de entidades que apoiam o artesanato, lojistas e artesãos se reuniram nesta terça-feira, 09/10, para a apresentação do desenvolvimento do programa de Fortalecimento da Comercialização Artesanal, iniciado no começo deste ano. 

 O programa que é uma parceria entre o Centro Cape e a Fundação Banco do Brasil, tem como objetivo criar uma plataforma de ensino à distância (EAD) para capacitação de integrantes de associações e cooperativas de artesãos em todo o Brasil no que diz respeito à comercialização. 

Neste segundo encontro foram abordadas as diferenças de uma plataforma EAD, seus benefícios e especificidades, a forma como estão sendo preparados os programas de ensino, os módulos de conteúdo, entre outros. O layout da plataforma também foi apresentado para que todos os participantes pudessem opinar e encontrar uma melhor forma de atingir o público final. 

Os artesãos serão treinados por meio de 4 módulos que somam 160 horas de ensino. Entre os temas abordados estão a legalização do Estado a respeito do artesanato, a gestão da instituição, comercialização dos produtos e meio ambiente. 




Durante o encontro os convidados participaram de um dinâmica

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Certificação para profissionais na área de turismo



Reconhecer os conhecimentos, habilidades e competências do trabalhador adquiridos na prática. Estes são alguns dos objetivos do programa Sistema Senai de Certificação de Pessoas (SSCP) que é operacionalizado pelo Instituto Centro Cape. As inscrições podem ser realizadas, até 31/10, pelo site do Senai.

A certificação é oferecida a profissionais que atuam nas seguintes ocupações: Garçom, maitre, camareira, governanta, gerente de agência de viagem, gerente de meios de hospedagem, recepcionista, motorista de táxi e hospitalidade (são profissionais que trabalham nas diversas áreas de atendimento).

Para participar, o interessado deve fazer a inscrição e, posteriormente passar por uma avaliação. Inscrições e detalhes sobre a certificação www.senai.br/certificacao


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Associada da Mãos de Minas recebe Prêmio Sebrae Minas Design




As artesãs Camila Fortes e Amanda Moreira, da marca Panoletos, ganharam na última quinta-feira (20/09) o 3º Prêmio Sebrae Minas Design, na categoria brindes – profissionais. O prêmio foi entregue no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. 

Associadas da Mãos de Minas e integrantes do projeto de exportação do Centro Cape, a Panoletos inscreveu no concurso a linha de chaveiros com temas de animais brasileiros como macaco, tucano, beija-flor, tamanduá e preguiça. 

Para Camila Fortes o momento de receber o prêmio foi de muita alegria e realização. “Comemorei como se fosse um gol porque é muito gratificante receber o reconhecimento de todos aqueles profissionais e saber que todo o nosso empenho, toda a nossa luta diária valeram a pena”, disse. “Dá um gás para gente continuar a correr atrás”, completa. 

Originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial e impacto ambiental foram os critérios que os jurados avaliaram para selecionarem o prêmio. 

Os vencedores do prêmio irão participar de uma missão técnica internacional para visitar um centro de referência em design, além disso, os trabalhos vencedores serão divulgados em um catálogo. 











terça-feira, 25 de setembro de 2012

Instituto Centro Cape abre inscrições para programa de Fortalecimento da Comercialização Artesanal




O ensino à distância será a plataforma utilizada para a capacitação dos artesãos ligados às entidades. 


O Instituto Centro Cape, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, está com inscrições abertas para uma pré-seleção de entidades de apoio ao artesão para participarem de um programa que visa o fortalecimento destas entidades e do artesanato brasileiro. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de setembro, no site do Centro Cape. 


Para fortalecer a comercialização dos produtos artesanais para o Brasil e para o mundo o programa tem como objetivo criar uma plataforma de ensino à distância (EAD) para capacitar os artesãos que pertencem às cooperativas ou associações. 


Com o programa finalizado, os artesãos serão treinados por meio de 4 módulos que somam 160 horas de ensino. Entre os temas abordados estão a legalização do Estado a respeito do artesanato, a gestão da instituição, comercialização dos produtos e meio ambiente. 


A demanda de produtos feitos à mão do Brasil é crescente tanto no mercado interno como no externo e uma das principais dificuldades encontradas pelo artesanato brasileiro é a comercialização, conforme explica a presidente do Instituto Centro Cape, Tânia Machado. “No ano passado o Brasil teve uma grande chance de divulgar e vender em grande escala para redes de lojas no exterior, como a El Corte Inglés, mas devido a falta de estrutura para negociação e comercialização dos artesãos, os lojistas compraram um valor muito inferior ao que estavam dispostos a deixar no país”, disse.


Nesta pré-seleção serão escolhidas 540 entidades em todo o Brasil, sendo uma média de 20 por estado, e destas, restarão 81 que participarão do programa de fortalecimento. Para se inscrever, basta preencher a ficha disponível no site do Centro Cape e aguardar o resultado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mostra de Artesanato no Museu das Minas e do Metal





Do dia 25 a 30 de setembro o Museu das Minas e do Metal (MMM), localizado na Praça da Liberdade – Prédio Rosa, em Belo Horizonte, irá receber uma mostra de artesanato que faz parte da programação da 6ª Primavera de Museus no MMM. 

Na mostra serão expostos e comercializados produtos de artesãos da região metropolitana de Belo Horizonte. Para outras informações, clique aqui!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Prorrogada inscrição no projeto TJX

A data da pré-seleção de peças artesanais para a TJX foi prorrogada para o dia 14/09. Para participar confira o post abaixo!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mãos de Minas seleciona artesãos para venderem para rede de lojas nos Estados Unidos e Canadá



A Mãos de Minas irá pré-selecionar artesãos para venderem suas peças para a rede de lojas americana e canadense TJX. A ideia é que a rede compre cerca de U$ 3 milhões em produtos artesanais mineiros. 

A empresa tem interesse em adquirir peças que sejam bonitas, mas que tenham utilidade e, para isso são bastante exigentes quanto a qualidade e prazos definidos. Para participar da pré-seleção é necessário preencher o formulário e enviar para o e-mail apex2@centrocape.org.br com 5 fotos de produtos diferentes para que seja feita uma avaliação. O prazo é até o dia 06 de setembro.

É importante ressaltar que a empresa não recebe e-mails maiores que 3 MB, então se for preciso, divida as suas fotos em vários e-mails  para não correr o risco do sistema bloquear o envio e você ficar fora da seleção. 


Sobre a TJX

A TJX é a 6ª maior loja de varejo do mundo segundo o ranking da revista Fortune, com mais de 2900 lojas e 160 mil funcionários. No ano passado, o faturamento da empresa alcançou a marca de R$21 bilhões. 



Artesanato e beleza na Casa Cor Minas Gerais



Mãos de Minas apresenta projeto de uma cozinha mineira sofisticada.




Quem disse que o artesanato não pode ser sofisticado? Esta é a proposta do espaço da Mãos de Minas na Casa Cor Minas Gerais 2012. O evento é um dos mais importantes da área de arquitetura, decoração e paisagismo do Brasil e acontece entre os dias 01 de setembro e 16 de outubro, no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte. ´

A área chamada de “Espaço Gourmet Mineiro” irá mostrar uma cozinha mineira com direito a fogão à lenha mesclado com um ar mais moderno. Para Viviane Lima, arquiteta do projeto, a essência do espaço é a combinação entre o rústico e o moderno. “Temos elementos como o vidro, contrapondo com um teto de taquaras de bambu”, explicou.

Artesãos de várias cidades mineiras contribuíram com o seu talento para produzir os detalhes do espaço. Entre eles estão, Vinícius Rosa, de Tiradentes, que pintou ladrilhos hidráulicos gigantes; Maria de Lourdes e Ivanildo que fizeram todo o teto do espaço com taquaras de bambu; Marco Antônio Resende, de Lagoa Dourada, com os bancos, mesa e cadeiras de madeira; Danilo Hebert, de Santa Cruz de Minas, com os paneleiros de madeira e ferro e muitos outros. 

O horário de funcionamento é das 16h às 22h, de quarta à sexta-feira, das 13h às 22h aos sábados e feriados e das 13h às 20h aos domingos. A entrada custa R$40 inteira e R$20 meia-entrada. Para outras informações acesse: www.casacor.com.br/minasgerais.


Empresas parceiras no projeto

Além dos artesãos, algumas empresas ajudaram na construção do espaço como a Refrigeração 3 irmãos, que adaptou um balcão frigorífico, Muralha mármores e granitos, na fabricação das paredes e bancadas, Central Iluminação com a parte de iluminação com lâmpadas de LED, proporcionando mais economia de energia, Vintage Vidros, usados na porta e na mesa, Hifi Club com a sonorização e TV, Ravelo Decorações com as persianas, entre outros. 


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Centro Cape participa de feiras nos Estados Unidos



Produtos em pedra-sabão foram novamente os mais demandados pelos compradores.


Showroom de Nova York



Mais uma vez os produtos feitos em pedra-sabão foram os itens mais vendidos no mercado norte-americano. Esta constatação foi realizada após participação do Instituto Centro Cape, em parceria com a Apex-Brasil e Abexa, nas feiras New York Gift Fair e Gift Week, realizadas no mês de agosto, nos Estados Unidos, e das negociações no showroom do instituto, em Nova York. 

De acordo com a presidente do Centro Cape, Tânia Machado,os resultados financeiros foram positivos alcançando a marca de US$ 200 mil em negócios imediatos. “Vendemos US$200 mil, e a nossa projeção é de alcançar a marca de US$ 1 milhão nos próximos 12 meses a partir dos contatos realizados durante os eventos”, disse

Tânia recebeu o diretor de negócios da Apex-Brasil, Rogério Bellini, que além de conferir o trabalho realizado pelas instituições, visitou o Centro de Distribuição de Nova Jersey, que possui 2.000 m2, e vai começar a funcionar no mês de novembro.



Nova linha de produtos

Neste semestre a linha de produtos expostos tanto nas feiras como no showroom foi reformulada e levou pela primeira vez peças voltadas para o mercado empresarial

A necessidade de uma linha de produtos de brindes corporativos surgiu a partir dos próprios compradores que procuravam por peças que pudessem ser utilizados para esta finalidade. “Esta primeira linha de brindes corporativos tem como tema o reaproveitamento de materiais. São caixas feitas em papelão, relógios em jornal, porta-garrafas de carpete usado e outros”, disse Catharina Machado, diretora do Instituto Centro Cape. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Reportagem TV Assembleia







A TV Assembleia irá exibir hoje, a partir das 18h45, reportagem sobre artesanato com entrevistas de funcionários da Mãos de Minas. Não perca! É no canal 11, a cabo. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Reportagem IBM

Confiram a reportagem que a Rede Minas exibiu no dia 22/08 sobre o projeto da IBM aqui na Mãos de Minas.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Reportagem IBM Mãos de Minas





Hoje, a partir de 12h, a Rede Minas de Televisão irá exibir uma reportagem sobre o projeto social da IBM na Mãos de Minas.

Não perca! É na 1ª edição do Jornal Minas.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mãos de Minas participa da feira Artes nas Gerais





A Mãos de Minas irá participar da feira Artes nas Gerais, que acontece de 22 a 25 de agosto no Minascentro, em Belo Horizonte. O horário funcionamento é das 11h às 19h.

O estande da central é o de número 34, e lá o interessado poderá conhecer como a central funciona, quais são as vantagens em se tornar um associado, como se associar, entre outros.

A feira Artes nas Gerais é um evento de técnicas e produtos para arte e artesanato e oferece cursos, palestras, produtos e exposições. O feira é voltada para pessoas que gostam de artes e artesanato, mas é aberta ao público em geral, exceto para crianças menores de 12 anos, mesmo que acompanhadas pelos responsáveis.

Para saber outras informações sobre a feira acesse. www.wrsaopaulo.com.br

Doação de palmeira Imperial




A Mãos de Minas recebeu a doação de uma árvore Palmeira Imperial com 35 metros de altura e 1 metro de diâmetro na base.

Quem tiver interesse em receber a matéria-prima, que está legalizada, deverá encaminhar um e-mail para gestão@pessoacomunicacao.com.br com os seguintes dados: nome completo, endereço para entrega da árvore e qual a finalidade, ou seja, o que vai fazer com a madeira. 

Caso tenham muitas pessoas interessadas a empresa doadora irá fazer uma seleção dos artesãos. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mãos de Minas recebe voluntários da IBM




Durante 30 dias a Mãos de Minas irá contar com a presença de mais uma equipe de voluntários estrangeiros. Desta vez a empresa é a multinacional IBM que irá trabalhar na área de comunicação e TI da ONG. 

São 4 voluntários vindos dos Estados Unidos, Coréia do Sul, Irlanda e Espanha. O objetivo do projeto, realizado pela IBM, é desenvolver seus profissionais e as entidades selecionadas aqui no Brasil.

De acordo com Daniel Elliott, gerente do projeto e funcionário da CDC Development Solutions, (empresa que mediou e selecionou as entidades) a Mãos de Minas foi escolhida devido a sua área de atuação. “O trabalho da Mãos de Minas é um atrativo para a IBM porque está ligado ao desenvolvimento de pequenos empresários e conseqüentemente ajuda a sociedade”, explica. 

Além da Mãos de Minas, outras três entidades , todas de Belo Horizonte, foram selecionadas para receberem os voluntários. São elas: Casa do Jardim, Rede Cidadã e Instituto Hartmman Regueira. 

Na Mãos de Minas o desafio dos voluntários será apresentar uma proposta para a implantação de uma nova plataforma na Web que seja mais dinâmica e útil para os usuários do site e para os funcionários da ONG. 

Carolyn Lnkster, uma das voluntárias, conta que participou do processo seletivo para o projeto durante cerca de 1 ano e meio. Ela explica que foram necessárias várias avaliações antes de finalmente a seleção ser finalizada. “Quando fiquei sabendo que o país seria o Brasil, adorei, pois sempre quis conhecer. Fiquei um pouco apreensiva pela diferença das línguas, mas gostei muito”, disse.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Agendamento de reuniões pós Assembleia Geral

Prezados associados,

Atendendo a demanda feita durante a Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 07/08, estamos fazendo a agenda das primeiras reuniões por segmento da Central Mãos de Minas, que acontecerão a partir do dia 17 de setembro, nas datas abaixo, das 14h às 17h.

Aqueles segmentos que não tiverem quórum, ou seja, não vier ninguém, estaremos eliminando da segunda reunião que será marcada para outubro.

ARTES PLÁSTICAS – 17/9
BRINQUEDOS – 18/9
CAMA MESA E BANHO – 19/9
ARTIGOS DE DECORAÇÃO – 20/9
MÓVEIS – 21/9
TAPEÇARIA – 24/9
BIJUTERIAS, BOLSAS E ACESSÓRIOS – 25/9
ALIMENTOS – 26/9

Nestas reuniões serão discutidos:

- feiras e eventos
- revista e programas sobre o artesanato
- loja Mãos de Minas
- criação da comissão para participação em congressos e eventos que recebemos convites
- troca de experiência
- agenda de atividades para o ano de 2013.

Se houver algum segmento que não se sinta contemplado nos acima, favor nos informar que sendo possível criaremos um novo grupo.

Tânia Machado


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Equipe de Voluntários da SAP realiza reunião de encerramento do projeto



Apresentação sobre os trabalhos realizados nas entidades beneficiadas pelo projeto.


Na última sexta-feira, 03/08, a equipe do projeto social da SAP, multinacional alemã, se reuniu na sede da Mãos de Minas, em Belo Horizonte, para apresentar sugestões que poderão ser implantadas nas organizações beneficiadas pelo projeto.

O projeto desenvolvido pela multinacional tem como objetivo enviar seus executivos para paises em desenvolvimento como o Brasil, Índia e África do Sul para que eles vivam uma realidade diferente da que estão acostumados aprendendo e desenvolvendo propostas de melhorias nos processos das empresas envolvidas.

No Brasil, primeiro país a receber o projeto, foram selecionadas três empresas: Asmare, Rede Cidadã e Mãos de Minas.

Estiveram presentes na reunião de encerramento todos os voluntários, representantes das entidades beneficiadas e a empresa CDC Development Solutions, responsável pela gestão do projeto no Brasil.

A Mãos de Minas recebeu durante um mês três dos voluntários, Judy Hoffman, dos Estados Unidos, Monika Bloching, da Alemanha e Tijs, da Espanha. Os três aprenderam e vivenciaram a rotina de trabalho do setor de exportação, procurando entender quais são os sistemas utilizados, as demandas mais recorrentes e apresentaram soluções de curto e longo prazo que poderão ajudar o setor a fica mais eficiente.





Visita ao ateliê da artesã Alessandra, em Lagoa Santa

  
Na casa do artesão Eduardo Eleutério os voluntários puderam ver como é o processo do seu trabalho










Ao fundo, os voluntários acompanharam o trabalho realizado com empreendedores do Aglormerado da Serra





segunda-feira, 30 de julho de 2012

Doação de Tecidos

Cerca de 20 sacos com 20 quilos de tecidos cada foram doados para a Mãos de Minas, que por sua vez repassou para seus associados.

Retalhos de cetim, seda, malha e renda irão se transformar em peças de vestuário, bolsas, bijuterias e itens de utilidades gerais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Prorrogado prazo de inscrição para Certificação de profissioanais da área de Turismo

O prazo para inscrição no programa de certificação profissional do SSCP - Sistema Senai de Certificação de Pessoas foi prorrogado até o dia 03/08. As inscrições são feitas pelo site www.senai.br/certificacao.


Para mais informações leia o seguinte post aqui do blog ou encaminhe um e-mail para ritha@centrocape.org.br).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Projeto de Fortalecimento da Indústria Artesanal visita pequenas empresas no Aglomerado da Serra


Participantes e Agentes de Desenvolvimento no CRAS Vitório Marçola antes das consultorias


Pequenos empresários do Aglomerado da Serra, na região centro-sul, de Belo Horizonte receberem nesta quarta-feira, 25/07, participantes do curso Cadeia Produtiva do Instituto Centro Cape.

Durante o encontro os integrantes do grupo puderam passar os conhecimentos adquiridos em sala de aula para o dia-a-dia do pequeno empresário e assim apresentarem soluções para melhoria do seu processo produtivo.

Esta ação é uma das etapas de seleção de futuros facilitadores de cadeia produtiva que atuaram em suas cidades de origem nesta mesma função. A atividade faz parte do projeto de fortalecimento da indústria artesanal realizado pelo Instituto Centro Cape em parceria com Sesi/Fiemg e irá acontecer em 40 cidades que pertencem à Estrada Real, como Sabará, Nova Lima, Santa Bárbara, Barão de Cocais e outras.

O objetivo do projeto é fortalecer a indústria artesanal através da melhoria da comercialização e do aumento da competitividade. Ao final do processo, 10 artesãos de cada cidade serão certificados pelo projeto, garantindo melhores condições de concorrência no mercado de trabalho.

Para Alessandra Fonseca, artesã da cidade de Lagoa Santa e uma das participantes do curso, a oportunidade foi recebida com muita alegria. “O curso está sendo ótimo e a visita de hoje está sendo perfeita porque conseguimos passar na prática o que aprendemos em sala de aula”, conta. “Se o que eu passar para eles servir um pouquinho do serviu para mim, já vai valer a pena porque foi muito legal”, finaliza.

Visita à marcenaria do sr. José Divino




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Certificação para profissionais da área de Turismo

O Senai Minas Gerais, através do programa de certificação profissional do SSCP – Sistema Senai de Certificação de Pessoas, aplica exames de certificação visando avaliar o nível de competência do profissional para o exercício da ocupação.

Todo o processo é baseado nas Normas Brasileiras de competência de pessoas, reconhecidas pela AssociaçãoBrasileira de Normas Técnicas (ABNT), que foram construídas pelas partes interessadas. Nelas, estão descritos os resultados mínimos que o mercado exige de um profissional para desempenhar sua função.

Diante do exposto, o Senai Minas Gerais está disponibilizando, gratuitamente, um total de 140 inscrições para os profissionais que desejam participar do programa de certificação de pessoas para as ocupações: Garçom, maitre, camareira, governanta, gerente de agência de viagem, gerente de meios de hospedagem, recepcionista, motorista de táxi e hospitalidade (são profissionais que trabalham nas diversas áreas de atendimento)

Os candidatos deverão se inscrever até o dia 19/07/2012, através do site www.senai.br/certificacao. As provas são realizadas em Belo Horizonte.

Para obter outras informações sobre o SSCP entre em contato com Márcio Coelho pelo  telefone  (31) 3273-2552 ou pelo e-mail certificacao@fiemg.com.br

Informações com Ritha Jácome (ritha@centrocape.org.br)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mãos de Minas realiza Assembleia Geral com seus associados


Na terça-feira, (07/08) a Mãos de Minas irá realizar uma Assembleia Geral Extraordinária a partir das 14h, em sua sede localizada na rua Grão Mogol, 662, Sion – Belo Horizonte.

Durante a assembleia será discutido o novo estatuto da associação, além de assuntos de interesse da Mãos de Minas, tais como: maior participação dos associados no planejamento da associação, novas idéias para serem implementadas e complementação de cinco vagas para o Conselho de associados, por exemplo.

A participação dos associados é de muita importância, para que novas ideias sejam discutidas para melhoria de toda Mãos de Minas. Envie sugestões de pauta para serem abordadas durante a reunião.
 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Promoção Mãos de Minas no Facebook





Para participar do sorteio a pessoa deverá, caso ainda não tenha feito, curtir a página da Mãos de Minas no Facebook e, após, compartilhar o post da promoção. 

A pessoa sorteada deverá enviar uma mensagem “Inbox” para a Mãos de Minas pelo Facebook para que o processo seja concluído. Caso ela não entre em contato em até 3 dias após o sorteio o prêmio ficará disponível novamente para a Central Mãos de Minas, que poderá usá-lo da forma como achar conveniente, inclusive colocando o produto novamente para sorteio de seus seguidores.

Os sorteados que residirem em Belo Horizonte deverão retirar o seu prêmio na sede da Central Mãos de Minas, localizada na rua Grão Mogol, 662, Sion, das 9h às 17h30, de segunda à sexta-feira. Caso a pessoa premiada resida em outra cidade ou estado o produto será enviado via correios ou outra forma à critério da Associação.

Promoção válida em todo o Brasil. Participe!!!!

Mãos de Minas recebe projeto Social de multinacional alemã


Durante o projeto, setores da associação receberão consultorias dos futuros líderes da empresa estrangeira.

Consulores conheceram todos os setores da Mãos de Minas



A Mãos de Minas recebe durante um mês a presença de três funcionários da multinacional SAP, que possui cerca de 60 mil funcionários, para um projeto social desenvolvido pela empresa alemã.

De acordo com o gerente do projeto e funcionário da CDC Development Solutions, Daniel Elliot – que mediou e selecionou as entidades - a SAP contratou a organização com a finalidade de desenvolver um projeto em países diferentes com alguns de seus profissionais com maior potencialidade de crescimento dentro da empresa.

O objetivo do projeto segundo Daniel é desenvolver os funcionários da SAP para melhorar a capacidade de gestão de pessoas e processos. “A ideia é que sejam desenvolvidas as capacidades de liderança, de trabalhar em locais diferentes e com culturas diferentes e assim, levarem esta experiência para dentro da SAP”, explica. “Além disso, a preocupação da SAP é a de ajudar as pequenas empresas, ONG’s ou entidades a desenvolverem melhor suas capacidades”, completa.

Em contrapartida a organização selecionada, como é o caso da Mãos de Minas, terá durante este um mês os consultores a disposição que irão conhecer os processos desenvolvidos pela empresa e, após um estudo realizado por eles, sugerir mudanças de melhoria de acordo com a experiência e competência de cada um.

No caso da Mãos de Minas, o setor escolhido para receber as consultorias é o da exportação. A meta é desenvolver medidas que possam ampliar a capacidade de exportação da Central.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

3º Prêmio Objeto Brasileiro

As inscrições para o prêmio Objeto Brasil, do museu A Casa está com inscrições abertas até o dia 06/07. Confira as regras e a premiação aqui!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mãos de Minas volta à Casa Cor 2012


A Mãos de Minas estará presente em um dos eventos mais importantes da área de arquitetura, decoração e paisagismo do Brasil, a Casa Cor Minas Gerais. O evento acontece entre os dias 1 de setembro e 16 de outubro, no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte.

O tema do evento este ano é Moda, Estilo e Tecnologia e o artesanato apresentado pela Mãos de Minas não será diferente. Em uma área que gira em torno de 30 a 40 metros a Mãos de Minas apresentará ao público visitante a cozinha da Casa Cor, denominada Espaço Gourmet Mineiro.

De acordo com a arquiteta do espaço Mãos de Minas, Viviane Lima, a ideia é mostrar aos visitantes que o artesanato pode ser sofisticado e que está além dos pequenos objetos decorativos inseridos em casa. “Queremos mostrar um artesanato usado de forma mais criativa, sendo aplicado em texturas de paredes; no teto”, explica.

A arquiteta ainda explica que a pretensão é de utilizar uma pedra de jazidas mineiras, além de utensílios da cozinha mineira como, panelas e colheres com uma pitada de tecnologia.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sou Legal, Sou Mãos de Minas - Vídeo 2

Confira o 2º Vídeo da campanha "Sou Legal, Sou Mãos de Minas", com o artesão Eduardo Eleutério!!!!

Revista norte-americana mostra artesanato mineiro


Cada dia mais reconhecido mundialmente o artesanato brasileiro tem ganhado espaço também na mídia de outros países. A imagem de um vaso redondo feito em pedra-sabão pela artesã mineira Dionízia Gomes, foi publicado na revista Martha Stewart Living, publicação bem conceituada no país.

Veja a página da revista com a foto da peça!


sexta-feira, 15 de junho de 2012

SELEÇÃO EXPORTAÇÃO!!!

O setor de exportação está selecionando peças artesanais feitas em fibra. Artesãos interessados devem encaminhar fotos dos produtos em baixa resolução para o e-mail apex2@centrocape.org.br. Para saber mais, entre em contato no telefone (31) 3282-8302.

Cenografia 23ª Feira Nacional de Artesanato

O projeto de cenografia da 23ª Feira Nacional de Artesanato (realizada pela Mãos de Minas) ficou pronto. Confira o vídeo de apresentação e veja como ficarão os corredores do Expominas.



 A Feira Nacional de Artesanato,  maior do gênero na América Latina, acontece entre os dias 4 e 9 de dezembro em Belo Horizonte.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Na TV


Já está sendo veiculado na televisão várias pílulas comerciais com o tema ‘Sou Legal, Sou Mãos de Minas”. A pílula conta com a participação de dez artesãos associados à Mãos de Minas que explicaram em um curto espaço de tempo um pouco sobre os benefícios de ser um associado Mãos de Minas. Você conhece os benefícios ?  Assista o primeiro vídeo!





terça-feira, 29 de maio de 2012

Apex-Brasil abre concurso para selecionar projeto de criação

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) abriu um concurso para selecionar o projeto de criação do Troféu Prêmio Apex-Brasil de Excelência em Exportação 2012.

Qualquer pessoa física com habilidade artística amadora ou profissional pode participar, desde que inscreva um projeto inédito de sua autoria, exceto nos casos descritos no edital.

Para se inscrever, o interessado deve preencher a ficha de inscrição (Anexo II), juntamente com o envelope de habilitação e o projeto de criação.As inscrições são gratuitas, sendo que cada participante pode inscrever apenas um projeto.

A entrega do material deve ser feita até o dia 20 de julho, das 9h30 às 18h, exceto feriados e finais de semanas, na sede da Apex-Brasil, aos cuidados da Comissão Permanente de Licitação (CPL), no seguinte endereço: SBN, Quadra 2, Lote 11, Edifício Gabriel Otávio Estevão de Oliveira, 1º subsolo, Brasília – DF , CEP: 70040-020.

O resultado será divulgado no dia 10/08/2012, no site da agência  www.apexbrasil.com.br. Confira o edital completo


Entrevista Ricardo Pedroso "Ninguém olha o mercado"

Ricado Pedroso é idealizador do Projeto Terra

 Fonte: Museu do Objeto Brasileiro - A Casa



Como surgiu o Projeto Terra?
Sou economista, tenho pós-graduação em finanças e toda a minha trajetória profissional se deu na área financeira. Primeiro, trabalhei na Ipiranga, empresa de petróleo; depois, na Souza Cruz, de onde fui transferido do Rio de Janeiro para São Paulo, numa outra empresa do grupo, a Polo, que acabei comprando mais tarde, junto com um colega. Em 2001, por uma série de desentendimentos que tivemos com outro sócio, saí de lá.

Nessa época, um vizinho tinha uma loja em Pinheiros chamada Orro & Christensen. Foi a primeira empresa em São Paulo a trabalhar com certificação de madeira, com selo FSC, a primeira indústria inteiramente certificada. Comecei a trabalhar com eles, de uma maneira meio informal, como uma espécie de conselheiro na área de gestão. Disso resultou a ideia do Projeto Terra, fundado por mim e pelo sócio dessa loja, o Marcos Nisti. Na época, eles fizeram junto com o Projeto 100 Muros, do Gilberto Dimenstein, um banco que tinha o pé em madeira certificada e o tampo em mosaico feito pelos jovens do projeto. Naquele objeto, se tinha exatamente o que virou o foco do Projeto Terra: um produto com conteúdo social e ambiental. O ambiental era o pé com o selo FSC, e o social estava no fato de o tampo ter sido feito a partir de um trabalho de inclusão social dos jovens da Vila Madalena. Então, nos questionamos: há outras coisas com esse tipo de conteúdo? É viável abrir um negócio, trazendo para o mercado produtos com conteúdo socioambiental? Em maio de 2002, inauguramos nossa loja no Shopping Villa-Lobos.

O Projeto Terra utiliza o conceito de solidário para descrever o tipo de consumo que pretende promover. Por quê? O que este conceito significa?

Criamos essa nomenclatura para nos diferenciarmos do conhecido “comércio justo”. A diferença residia no fato de que não apoiávamos apenas comunidades e projetos sociais, apoiávamos também projetos de pessoas e empresas que tivessem foco em meio ambiente. Não era necessariamente social, mas tinha que ser necessariamente ambiental. Vendíamos muito, por exemplo, os móveis de madeira certificada da Orro & Christensen. Tínhamos uma linha de móveis em madeira com a marca WWF. Era uma coisa que ninguém tinha pensado, nunca ninguém tinha feito. Era industrial, mas cabia perfeitamente no conceito de solidário que usávamos. Diante da falta de nomenclatura, chamamos de solidário: solidário com as pessoas, com o planeta, com o meio ambiente. Com o tempo, fomos percebendo que solidário tem uma conotação pejorativa, de “coitadinho”. Quando eu falo “trabalho com comércio solidário”, a pessoa pergunta: “é na igreja?”. Talvez não tenha sido a palavra mais feliz, mas é a que adotamos.

De acordo com o site, o Projeto Terra “é resultado de um crescente processo de indignação”.

As pessoas reclamam de tudo, as pessoas gostam de falar que político é ladrão, que o Brasil não funciona etc. Mas a contribuição que a gente se dispõe a dar é sempre muito pequena. Peço nota fiscal de tudo o que eu compro, sempre pedi, independente do Projeto Terra. Como economista, eu tinha essa percepção: “poxa, se você não vai me dar nota, então me dá desconto”. O imposto está embutido no preço. Se o sujeito vai sonegar, então vamos dividir. Essa semana, tive uma discussão muito interessante com um fornecedor que não queria me dar a nota. Ele dizia: “pagamos muitos impostos e não recebemos nada de volta”; eu respondia: “ouço as pessoas usarem isso como desculpa para serem ladrões também”. Quando você não paga seu imposto, está se apropriando de uma coisa que não é sua. Se você consultar o dicionário, verá que esse é o conceito de ladrão: alguém que se apropria de uma coisa que não é dele. Quando você deixa de pagar imposto, não é você o prejudicado, é o seu funcionário, são as camadas mais sensíveis e mais pobres da sociedade. Acaba ocorrendo um efeito bumerangue, que te afeta de forma indireta: é menos investimento em educação, em saúde, em transporte, em geração de oportunidades, o que resulta em pessoas que rendem menos, faltam mais e, no extremo, te assaltam no farol. Enquanto isso, você acha que está fazendo um bem danado não dando dinheiro que pode ser desviado pela corrupção.

Sempre fui de fazer. Adoro uma frase do Jean Cocteau: “não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. Acho isso brilhante. Eu era diretor de uma empresa, cujo dono era a Souza Cruz e, em determinado momento, eles colocaram a empresa à venda. Mesmo sendo de classe média, pensei: “eles querem vender, vou comprar”. As pessoas falavam “você é louco? Como é que vai comprar uma empresa da Souza Cruz?”. Ah, sei lá, vou comprar. Em um processo de dois anos, eu e um colega fomos lá e compramos financiado. Estou cansado de ouvir essa coisa de “não dá”, “já tentaram e não deu certo”. Ouvi isso a minha vida inteira. Eu penso assim: “não deu, então vamos lá...”. O processo é esse de encarar.

Quando abrimos a loja do Shopping Villa-Lobos, tínhamos apenas 21 fornecedores. Imagina uma loja enorme, seis vezes o tamanho de nossa loja atual; tinha um produto aqui, você dava dois ou três passos e o mesmo produto estava ali, dava mais três e o mesmo produto estava lá. Não tinha variedade, não tinha quantidade suficiente de fornecedores com esse conceito para abastecer a loja. Hoje, temos uns seiscentos fornecedores cadastrados – muitos inativos, obviamente. Por coincidência, em 2002, quando começamos, havia vários projetos acontecendo. No momento em que entramos, eles também estavam maduros, soltando produtos. Nessa fase inicial da loja no Shopping Villa-Lobos, fizemos diferença para esses grupos que estavam começando. Houve muita visibilidade, imprensa, TV, em cima do conceito, em cima da loja que tinha um selo FSC na parede. Foi uma época muito proveitosa e aproveitamos muito bem também.

Atualmente, há uma série de projetos de promoção do artesanato com muita dificuldade na hora de vender. Há uma retração nesse mercado?

Brutal. Eu acho e tenho dito em vários fóruns que existe um problema seriíssimo no artesanato. Primeiro, pela questão de oferta: existem centenas, talvez milhares, de projetos no Brasil inteiro, apoiados pelos mais diversos tipos de instituições – públicas, privadas, governamentais – gerando produtos e, mais do que isso, gerando sonhos que não vão ser realizados porque não tem onde vender. Existem milhões de reais sendo gastos nas comunidades para produzir, e praticamente zero na ponta de venda.

O negócio é tão louco! Existem diversos projetos paralelos. Há ações no Ministério do Turismo paralelas a ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, paralelas ao Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), que é ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, paralelas às ações do SEBRAE, e eles nem sempre se entendem e se falam. Tenho defendido que o artesanato deve ser tratado como um programa de governo, integrado, com envolvimento dos Estados e Municípios, em prol das milhões de pessoas que fazem do seu trabalho manual sua principal, muita vezes única, fonte de renda.

Além disso, ninguém olha para mercado, ninguém pensa onde vai vender, por quanto vai vender. Há um problema seriíssimo de preço e, ao longo do tempo, esse problema foi se agravando. Tenho uma percepção de que design é usado como uma palavra mágica: “ah, tem design, então beleza! Agora eu vou cobrar mesmo!”. Só que o consumidor não está disposto a pagar. Acho que quem manda nessa história é o consumidor. Se o consumidor entra aqui na loja e sai de mãos vazias é porque ele acha que o atributo do produto não está batendo com o que está sendo cobrado. Tem alguma coisa errada. Às vezes, o Sebrae me chama para fazer palestras para artesãos e eu pergunto: “por que vocês acham que não vende?”; os artesãos respondem: “não vendo porque o Sebrae não ajuda, porque a prefeitura...”. O artesão não vende porque tem alguma coisa errada com o produto. O governador não vai obrigar ninguém a comprar o que o artesão está vendendo. Talvez o preço esteja errado, talvez a qualidade não seja boa, talvez a embalagem seja ruim. Eu, que acompanhei essa trajetória em alguns grupos, vejo que os preços não são sustentáveis. O mercado, hoje, é muito mais aberto, há uma concorrência imensa com outros produtos, principalmente com os importados. E, no fim, se você vai dar um presente para sua avó, pode comprar um belo produto artesanal brasileiro ou uma nécessaire chinesa na Rua 25 de Março – ela vai ficar contente com as duas coisas. Vai muito da percepção que as pessoas têm sobre o que é legal e o que é certo comprar ou não.

Quando o Lula foi eleito em 2003, existiu um entusiasmo, um crescimento do sentimento de brasilidade. 2003, para nós, foi um ano fantástico. Ao mesmo tempo em que se vendia muito, havia esses grupos do Brasil inteiro entrando no mercado com coisas novas, coloridas, com cara de Brasil. Acho que esse modelo foi cansando, as coisas começaram a ficar repetitivas, todo mundo copia todo mundo.

Essa crise existe sim, eu conheço um monte de lojista que fechou, mudou de ramo. Eu viajo pelo Brasil, encontro esse povo todo, e vou falar: somos heróis. Ou teimosos. Meus irmãos falam: “você é teimoso”. Digo que não sou teimoso, eu sou insistente.

Como resolver essa crise?

Acho que essa crise se resolve com um trabalho conjunto. De novo, programa de governo. Como valorizar o artesanato? Um exemplo: pega o personagem símbolo do poder, do bem sucedido na novela e paga para que no enredo o cara seja apaixonado por arte brasileira. É preciso criar esse gosto, mostrar para as pessoas, fazer propaganda de que isso é legal, de que isso é bonito. Hoje em dia, as pessoas seguem o que a TV diz. Tivemos experiências com alguns produtos que apareceram na novela e começamos a vender; ou sai na Vejinha e arrebenta de vender.

O produto artesanal brasileiro é caro?

Quantos grupos de artesanato você conhece que sumiram nos últimos anos? São muitos! Sumiram por quê? O produto ficou feio do dia para a noite? Não. Eu vi os preços crescerem. O Sebrae lançou um programa de comércio justo. A orientação básica que vai para o Brasil inteiro é que as pessoas têm que trabalhar para ganhar, no mínimo, um salário mínimo. Acho justo e não vou entrar nesse mérito, embora existam regiões em que o sujeito que ganha um salário mínimo é rico, completamente acima do padrão local, mas não vamos nivelar por baixo. Só que quando perguntamos “como é o seu dia típico?”, muitas vezes eles respondem: “Eu acordo, faço café, lavo a roupa, varro a casa, levo o filho na escola, faço almoço para o marido”. “A que horas você trabalha?”. “Depois do almoço, eu descanso um pouco e trabalho das 14h às 19h, quando meu marido chega”. A pessoa trabalha quatro, cinco horas por dia, quer ganhar um salário mínimo e coloca isso no preço. Aí, não vende. Por que não vende? Porque está errado. “Mas é comércio justo”. É justo desde que o consumidor queira pagar por isso.

Eu acho que sim, o artesanato brasileiro é caro. Participei de feiras no exterior, vendendo a varejo, na França, em Portugal, nos Estados Unidos, ao lado de pessoas do mundo inteiro, da África, da Ásia. Oferecíamos o inusitado e vendíamos muito bem. Mas ao andar na feira e comparar os preços de produtos com utilidade similar, é ridículo. O nosso é muito mais alto, porque ele sai daqui muito mais alto, ele é muito mais alto na base, no cara que faz. Cestaria, por exemplo, esqueça, nem perca tempo levando. Cestaria se faz na Ásia, na Tailândia, na Indonésia, há cinco mil anos; são coisas lindas a preços muito baixos.

No âmbito das políticas públicas, quais ações podem desenvolvidas para promover o artesanato brasileiro?
A profissão de artesão não é regulamentada. O artesão, como profissional, não existe, ele está num limbo jurídico. Então, não tem direito a nada. Isso é uma coisa que política pública deveria resolver. Existe um projeto que está no Congresso há não sei quantos anos, mas a coisa não anda.

Em alguns estados o artesanato é isento de imposto, em outros não é. Já se cria uma confusão aí. Em São Paulo, por exemplo, o artesanato é livre de imposto – a venda do artesão para o consumidor, a minha não, sou uma empresa, mas o artesão vende para mim sem imposto. Porém, se eu compro de um artesão de Minas, mesmo que lá ele não tenha imposto, eu pago uma coisa chamada de diferença de alíquota. O sistema de ICMS é débito X crédito; o produto vem com um imposto pago de lá, e eu compenso com o imposto daqui, que é mais alto. Então, se vier com imposto de 12%, e tenho que pagar 18%, pago só 6%.  Quando vem com zero, porque é isento, pago os 18%. Não adianta isentar lá, porque eu pago aqui e isso vai para o preço. Ainda que seja uma instituição filantrópica que não tem que pagar imposto, se entrou em São Paulo, paga-se essa diferença de alíquota. É ridículo. O negócio que sai isento de um lado tem que ficar isento em toda a cadeia. Isso é política pública. E lembre, estamos falando de imposto sobre o valor da compra. Depois pago de novo sobre o valor da venda para o consumidor final.

Recentemente, a Sutaco abriu uma loja no metrô da Vila Madalena. Isso é política pública, abrir espaço de comercialização. Está todo mundo preocupado em ajudar a comunidade lá no local dela. Vemos projetos fantásticos com produtos lindos, fazem catálogos com fotos profissionais, mas não criam um site na internet. Quem recebeu o catálogo tem, quem não recebeu não tem. Acaba o projeto, os artesãos vão para uma ou duas feiras e, na terceira, já ficam lá vendendo os produtos na beira da estrada. Falta fazer o projeto de cabo a rabo, completar. A ponta de venda tem que ser ajudada em política pública. O governo deve incentivar a Globo a colocar numa novela, a mostrar, com uma curadoria correta, que a arte popular e o artesanato brasileiro são coisas fantásticas, maravilhosas, feitas por gente nossa, com histórias lindas.

O que é uma comunidade artesã? Na maioria das vezes, são pessoas com baixa escolaridade. Artesanato é o que elas sabem fazer, o que elas gostam de fazer, o que elas aprenderam a fazer desde pequenas, uma derivação da panela de barro que a mãe fazia, do trançado que vem de gerações. Se não abrirmos mercado para essa gente, eles vão fazer o quê? Acho que um bom programa de artesanato é uma das portas de saída para o Bolsa Família, por exemplo. É muito mais digno ganhar dinheiro fazendo as coisas que se sabe fazer do que ficar dependendo do governo.

O Projeto Terra é um intermediário entre as comunidades de artesãos produtoras e o consumidor final. Como se negocia o preço de compra com o artesão e como se estabelece o preço para a venda ao consumidor?

Muita gente pergunta: “o que você devolve para o artesão?”. O artesão não é meu sócio. Compro e pago. O que eu vou fazer de lá para cá é problema meu. Eu sei onde me dói, e o artesão sabe onde dói o dele. O que eu não faço é oferecer menos do que o artesão pediu. Se ele quer dez, é dez. Agora, eu vou botar minha margem na loja. Se vender, eu volto à comunidade, se não vender, eu não volto. Sempre trabalhei desse jeito e sempre fui muito claro. No começo, quando eu não conhecia muito – aliás, eu não conhecia nada, eu gostava de artesanato, mas não lidava com isso – fui muito abusado. Os caras olhavam para aquela loja imensa e pensavam “ah, ele vai ver só”. Só que aí não vendia e eu dizia: “é bobagem, não adianta eu vir aqui e comprar apenas uma vez, você vai querer que eu volte e compre sempre”. Se eu colocar o produto na loja e levar seis meses para vender, me esquece.

O que eu estou oferecendo? Uma prateleira, um espaço fantástico para o produto do artesão se sobressair. Se ele estiver com o atributo certo, vou continuar comprando e ele terá aquele espaço para sempre. Se tiver algum atributo errado, o consumidor vai rejeitar. Não sou eu que mando, é o consumidor que vai escolher ou não, dentre as centenas de produtos, o seu.

Eu não mexo no preço do produtor, mas também não quero que ele venha questionar. Muitas vezes, artesãos afirmam: “doutor, sou eu quem inventa, quem cria, quem sua, quem colhe, quem faz; eu vendo para o senhor por dez e o senhor vende por vinte; o senhor ganha dez sem fazer nada!”. Em todas as apresentações que eu fiz para artesãos apareceu alguém para fazer essa pergunta. O cara não reconhece quanto custa ter a loja, quanto custa o imposto, funcionários, quanto se paga de luz... Ele acha que eu ganho dez sem fazer nada, que estou tendo lucro em cima dele. Nessas apresentações, levo uns slides e mostro a foto de uma lojinha de artesanato comum e uma loja bacana como a nossa. Aí pergunto: “em qual delas você quer vender? Você acha que vender aqui ou aqui é o mesmo preço? Você acha que é o mesmo custo?”. Isso abre um pouco suas cabeças, mas a visão geral é exatamente essa: “o cara está me explorando, ele compra por dez e vende por vinte”. E ainda botam a culpa na gente: “não vende porque o senhor bota muita margem no preço”.

Eu sempre digo o seguinte: o relacionamento que temos com as pessoas que nos fornecem é baseado em equilíbrio, dignidade e respeito. Isto faz do Projeto Terra um empreendimento com uma forma de atuação peculiar, com comportamento de ONG nas relações de compra e de empresa nas relações de venda.  Mas no final das contas, o que nos diferencia mesmo é que, no nosso empreendimento social, quem nos sustenta é o consumidor, são os nossos clientes. Se o negócio der dinheiro, deu, se não der, sou eu que tenho que bancar.

Como é o processo de seleção de peças para a loja? Você vai até as comunidades ou elas vêm até você?

Já viajei muito mais do que tenho feito hoje. Já fiz esse garimpo muito mais intensamente. Eu elegia um estado, por exemplo, a Paraíba, e, durante as férias, conhecia de cabo a rabo. Ficava vinte dias, andava de cidade em cidade olhando, fuxicando tudo. Fiz isso em Alagoas, em Pernambuco. Fiz bastante por aí. Com o tempo, principalmente porque aparecemos demais naqueles primeiros anos, começamos a receber muita oferta. Eu parei de sair e as pessoas vinham a nós de forma intensa. Chegava a ser chato. Na loja do Shopping Villa-Lobos, acontecia de ligar um segurança e falar: “Ricardo, tem uma caravana com dois ônibus aqui na porta e as pessoas querem falar com você; deixa entrar?”. “Sei lá, o shopping é público, deixa entrar”. Eram dois ônibus vindos do interior de São Paulo, cada pessoa com o seu produto. Eu sofria, porque a pior coisa é ter que falar não. Na época, a fama que se tinha era “lá você vai vender muito, o cara é comércio solidário, ele vai comprar”. E não é assim. Tinha gente que saia chorando, que saia gritando da loja, bravos. Passei por umas cenas bem grotescas. Então, resolvi adotar outro critério; criei um comitê de produtos e eu digo: você manda a foto e a foto vai para o comitê. O comitê é que vai aprovar ou não. Na verdade, o comitê sou eu, eu e a Rossana, minha esposa, no máximo, mas tira aquela coisa pessoal – “o Ricardo disse não”. O Ricardo não disse nada, você mandou uma foto e o comitê julgou que não combina. Eu nunca digo que o produto é ruim. Digo sempre que já tem uma comunidade que fornece produtos semelhantes, ou que não trabalhamos com esse tipo de produto na loja; é sempre uma coisa mais amena.

O Projeto Terra previa oferecer consultoria aos artesãos e grupos que não estivessem qualificados para o mercado. Isso é feito?

O Projeto Terra foi criado como uma empresa comum – compra e vende, ganha e perde. Mas, para mim, a parte mais dolorosa sempre foi dizer não, porque sei que por trás desses objetos há uma esperança, há comunidades inteiras. Então, eu pensava que seria uma oportunidade fantástica voltar a esses grupos com um projeto de capacitação para que aquela tecnologia que eles usavam gerasse produtos que o mercado aceitasse. E víamos uma vantagem no Projeto Terra: tínhamos a ponta de venda, que era o teste de produto. Além disso, tínhamos contato com todos os designers que estavam atuando nessa área. Então, poderíamos juntar um grupo que trabalha com determinada tipologia e o designer que é bom com essa tipologia. Daí surgiu o Instituto. A ideia era fomentar isso, mas a verdade é que não consegui colocar o Instituto para funcionar. No meio do caminho, meu sócio saiu por motivos particulares e eu fiquei sozinho; eu e minha esposa fazemos tudo. Eu teria que ter ganhado dinheiro suficiente para montar uma equipe que tocasse isso. Sair do Shopping Villa-Lobos para esta nova loja teve um impacto no faturamento muito maior do que eu imaginava. É impressionante o poder que um shopping center tem de gerar venda – venda, não resultado. Então, esse projeto ficou em banho-maria. Esse tipo de coisa, de dar dicas, eu faço informalmente, quando visito os grupos. Eles mudam um produto aqui, outro ali e trazem para a loja para experimentar. Mas não é uma coisa formal. Acabamos não conseguindo fazer isso formalmente.

Quais os motivos do Projeto Terra ter saído no Shopping Villa-Lobos?

Um dia o shopping virou para mim e disse: “Ricardo, a gente está com um problema”. O shopping havia transformado um pedaço do estacionamento em loja e não fez uma escada fixa, só escada rolante. Os bombeiros falaram que se não houvesse escada fixa iriam lacrar o estabelecimento. Então, o shopping decidiu que, para fazer essa escada, abriria um buraco no chão da minha loja e da loja do lado. Se você for lá hoje, vai ver esse buraco. Eles propuseram: “Você faz uma reforma, tira a escada que leva ao mezanino, bota em outro canto”. Eu respondi: “Esquece, isso é uma escada em balanço, tem uma malha de ferro enorme atrás para segurar isso”. Era uma escada que não tinha pilastra, era um degrau de três metros para fora, de madeira, uma construção caríssima. Não tinha a menor chance de reformar. Ao mesmo tempo em que isso estava acontecendo, eu estava negociando com o proprietário desse espaço, que insistia para que viéssemos para cá.

Acabei vendendo o ponto de volta para o shopping, imaginando que o faturamento iria cair, mas o custo também. Na verdade, eu levei um susto: o faturamento caiu bem mais do que eu imaginava. O shopping é absurdamente caro, mas é absurdo o que você vende. É a história da Sutaco com a loja do metrô. Eles tinham uma loja que vendia dois mil por mês; agora, dizem que a loja do metrô vende sessenta! Por quê? Porque tem gente. A Vila Madalena, tem esse pormenor, não tem gente. Cadê os transeuntes? Não tem. Então, para mim – e acho que para muita gente que está por aqui – foi um pouco decepcionante. A Vila Madalena tem muita fama, mas em termos de venda não é grande coisa.

Você não pensa em voltar para um shopping?

Não no momento. Acho que agora deve estar mais caro ainda, deve estar impossível. Mas eu digo isso, temos que ter programa de governo. O governo tem que criar algum mecanismo para que a ponta de venda surja. Olha o resultado da loja do metrô da Sutaco! Eu não fui lá ver, mas parece que é pequenininha. É preciso levar para onde está o povo. E acho que políticas públicas podem ajudar nisso.
Há também outro fator que atrapalha: muitas vezes, quando a pessoas pensa em artesanato, imagina aquelas lojas que se vê muito no Nordeste, aquela coisa entulhada, sem nenhum tipo de seleção, uma salada mista. Às vezes, quando me perguntam “o que você faz?”, vejo a cara do sujeito quando respondo “eu trabalho com produto artesanal”. A pessoa faz uma careta e eu sei que está pensando naquilo lá.
Há dez anos estou tentando descobrir qual é o segredo.

Quais são as dificuldades enfrentadas por quem lida com comercialização de peças artesanais? É possível estabelecer prazos rígidos para a entrega? É comum a quebra de peças no transporte?

Em relação aos prazos, pode acontecer de chover demais, e aí, a palha, por exemplo, que tem que secar, não seca. Por outro lado, tem um pessoal que faz manta de látex que usamos em alguns produtos. Se chover pouco, não dá para colher. Mas nos meus dez anos de experiência, levei cano de uma pessoa só. Eu paguei, mas não recebi. Acho que com o tempo, os artesãos foram ficando mais sérios, porque as instituições passaram a ter um controle maior.
Em relação à quebra de peças no transporte, eu tive uma experiência em que comprei um grande lote de uma cerâmica da Bahia e 90% das peças chegaram aqui quebrada. O cara não tem plástico bolha. Você pede para colocar e ele pergunta: “o que é isso?”. Então, têm coisas que eu acabo não comprando. Quando compro, embalo e trago comigo.

Você já afirmou outras vezes que o consumidor tem o poder de transformar o “ato de comprar em uma ação efetiva de mudança, para melhor, das condições de vida das nossas cidades e do nosso país”.
Se você parar para pensar, todas as relações são relações de consumo. Eu acho que o poder é 100% do consumidor, ele é que decide o que quer fazer, o que quer comprar, em quem quer votar – sim, o voto também é uma relação de consumo. Mas, na maioria das vezes, ele não sabe disso.

Não é um paradoxo atrelar a possibilidade de mudança ao consumo? A mudança não passa justamente pela redução do consumo, até para a preservação do meio ambiente, por exemplo?
Claro que é. Se você olhar em volta, eu não vendo nenhum item de primeira necessidade. Vou até mais longe: só vendo o supérfluo. Mas é um supérfluo que traz um benefício no outro lado. É bonito, é bom para alma, é bom para a comunidade. Se você for pensar na ausência de consumo como solução para os problemas do planeta, você vai criar muito mais problemas, porque não vai haver emprego, não vai haver renda. A roda tem que girar e, se tem que girar, que gire beneficiando as camadas menos favorecidas. As pessoas vão consumir: você vai comprar uma casa, você vai decorá-la, você vai precisar de um jogo americano. Ninguém vai viver numa casa em branco, sem mesas nem cadeiras, para não prejudicar o planeta. O que a gente prega é o seguinte: já que você vai consumir, que consuma coisas com significado, que tenha consciência de que seu gesto de consumo não acaba ali, ele tem consequências atrás e terá na frente. É justamente isso o que colocamos nas tags dos produtos.

Qual a importância de trazer, junto ao objeto, uma tag com informações a respeito de onde o produto foi feito, por quem, de que jeito?

Na verdade, isso já foi objeto de muita polêmica. Meus concorrentes acham um sacrilégio. Eles dizem: “Cara, você é maluco, com essas informações as pessoas vão ligar para a comunidade e comprar direto”. Ora, que liguem e que comprem. Provavelmente, vão encontrar dificuldades, as peças vão chegar quebradas, vão pagar mais do que eu pago, pois eu compro em quantidades maiores. Então, isso nunca me preocupou, até o momento em que começamos a atuar mais fortemente na área corporativa. No corporativo, quando o cara liga, ele compra direto da comunidade e eu entro pelo cano.

Já tive que lidar com situações delicadas. Em Santana do Araçuaí, um pequeno povoado no Vale do Jequitinhonha, há um galpãozinho onde os artesãos vendem as coisas que produzem. Certa vez, em 2004, no auge do Projeto Terra, apareceu um cara lá dizendo ser meu amigo. Como eu já estive em Santana do Araçuaí três vezes, todo mundo dali me conhece. Esse cara comprou tudo, esvaziou o galpão, botou as coisas no caminhão e deu três cheques: dois sem fundo e um sem assinar. Aí me ligaram de lá: “Ricardo, ele é daí de São Paulo, você deve conhecer”. Eles não têm noção. Moram numa cidade de três mil habitantes, onde todo mundo conhece todo mundo e acham que São Paulo é igual. Na época, eu pensava: “será que acham que eu o conheço porque não têm noção do tamanho de São Paulo, ou desconfiam que eu possa ter algum tipo de amizade com um cara que fez um negócio desses?”. Muitas pessoas iam à loja com filmadora, aproximavam na tag. Eu nunca liguei, sempre achei que não tinha problema. Mas comecei a tirar as tags de algumas comunidades mais ingênuas ou mudar um pouco a historinha para a pessoa não conseguir chegar.
A verdade é que não acho que as pessoas dão muita importância à tag. Quando o cliente quer, temos na gaveta, mas não fica mais exposto em todas as peças. Uma ou outra tem. No corporativo, sentimos que é importante, todo mundo quer. Mas eu só dou depois que o negócio já está fechado. Tive experiências horríveis de fazer todo o trabalho e, na hora de fechar, me falarem “sabe o que é, eu não compro de intermediário”. Fizemos reuniões, apresentamos um monte de propostas, nos deslocamos e, na hora de fechar, “não compramos de intermediários”.

Sempre achei que a tag era importantíssima para o consumidor.
Na loja do Shopping Villa-Lobos, você sentia que as pessoas gostavam disso. Elas paravam na peça, olhavam, analisavam, pegavam a tag, liam, passavam para outra peça, ficavam um tempo fazendo isso. Hoje, confiamos mais na conversa, na explicação pessoal, do que na história que o cara vai ler. Mas a historinha está disponível para quem quiser. De qualquer maneira, conceitualmente, a pessoa que entra aqui sabe que as coisas têm esse espírito, esse conteúdo, independente de a história ser conhecida ou não. Esse efeito existe.

Enquanto muitos acham que a melhor solução para o artesanato seja a venda para públicos de maior poder aquisitivo, aumentando o preço e diminuindo a escala, outros apontam a necessidade de vender no atacado, diminuindo o preço e aumentando a escala. Como você enxerga essa questão?

Há grandes redes que compram muito, como a Tok&Stok e o Caras do Brasil, do Pão de Açúcar. Se a empresa compra muito, não adianta ir num lugar que tem apenas três pessoas fazendo à mão; se um deles ficar doente, um terço da produção é perdida. Então, quem demanda grandes volumes vai às comunidades que são capazes de produzir grandes volumes e, em princípio, estão sempre se capacitando para fazer mais. São comunidades que estão com o preço certo e o produto correto.

No segmento de brindes corporativos, acho que há uma série de vantagens. A primeira é que quando uma grande empresa escolhe um produto artesanal, ela mostra uma forma de pensar. As pessoas que recebem têm essa percepção: “essa instituição me deu um produto que foi feito à mão, por um brasileiro”. Isso beneficia toda a cadeia de artesanato. É crescente esse movimento de as empresas quererem, através do presente que elas estão dando, mostrar como elas pensam em termos de sustentabilidade, em termos de inclusão social. Tem gente que realmente tem esse interesse em se apresentar de forma coerente com sua missão. O problema é que, muitas vezes, as pessoas querem fazer isso, mas não têm nenhuma noção de tempos, de prazos, de formas de pagamento. 

Então, por exemplo, o cara quer pagar em sessenta dias após a entrega. Imagina pegar uma comunidade de pessoas cujo trabalho é esse e dizer assim: “você vai ficar sessenta dias trabalhando para me entregar, e vai esperar mais sessenta para receber”. Eles vão comer o que esse tempo todo? Essa sensibilidade ainda precisa ser apurada. Algumas empresas argumentam que é regra que vem da matriz, que não pode ser diferente e que o prazo é esse. Aí eu respondo “se o seu prazo é esse, então eu não te vendo”. Também tenho os meus princípios. Tenho uma forma de me relacionar com quem produz na qual isso não é aceitável. Lembra? Equilíbrio, dignidade e respeito. Mas eu diria que é um mercado em ebulição e é de fato, uma possível solução. É uma saída fantástica para a questão da venda, principalmente para quem tem grupos maiores e bem organizados. É um mercado do qual eu não tenho do que me queixar.


Qual a importância de selos ambientais, de comércio justo etc.? O consumidor atual está disposto a pagar mais por um produto que tenha essas certificações?

Eu acho que o conceito erra quando a pergunta começa assim “ele está disposto a pagar mais?”. Por que ele tem que pagar mais?


Seguir os princípios estabelecidos pelas certificações pode encarecer a produção.

Nem sempre é assim que funciona. Havia uma época em que eu consumia o filtro de café que diziam ser ecológico pois não era branqueado. Ora, branquear o papel é uma etapa a mais; se há uma etapa a menos, deve-se cobrar igual ou menos. Mas eles cobravam muito mais!

Existe certo oportunismo nessa questão dos selos. O artesão está usando isso: “é caro, mas é comércio justo”. Não vou entrar nesse mérito, meu mérito é se o consumidor vai pagar. Não adianta eu chegar aqui na loja e falar “você vai pagar mais caro, mas é comércio justo”.

O fato de ter ou não ter um selo pode influenciar o consumidor naquilo que ele acredita que é certo, naquilo que ele acredita que é visão de futuro, nas coisas que ele quer fazer para ele, na vida dele, para os netos. A identificação desses valores por meio de um selo é um balizador para o consumidor, pois ele mesmo não tem como certificar.

De qualquer forma, eu não tenho certificado de nada, o que eu tenho é a minha história. Ninguém veio aqui e falou: “o Ricardo é isso”. Ganhamos alguns prêmios, pessoas vieram e fizeram auditorias, mas, fora isso, eu estou dizendo o que sou. No fundo é isso.

A loja se chama Projeto Terra. Mais do que uma loja, trata-se de um projeto?

Quando concebemos esse negócio, tínhamos a visão de uma coisa grande, com exportação, com franquias. Achávamos que o Projeto Terra, sob esse mesmo conceito de comércio solidário, poderia ter uma vertente na área de alimentação, com os orgânicos, com plantação local, na área de moda. Imaginávamos que teríamos uma grande loja – que era a do Shopping Villa-Lobos – e que dela derivaríamos todas as outras coisas. No projeto original, teríamos, do lado de fora da loja do Shopping Villa-Lobos, um café orgânico. Em 2002, não se falava em orgânicos. Não conseguimos viabilizar isso pois não tinha produtos orgânicos, apenas café e açúcar. Tínhamos ainda a vontade de produzir documentários sobre o assunto. Hoje em dia, as pessoas fazem muito, mas na época ainda era raro. Também começamos a escrever um livro sobre as comunidades. Enfim, a ideia era fazer uma coisa imensa. Eu diria que Projeto Terra foi um nome feliz.